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10/13/2021

Baldy apresenta um quadro das ações da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo

Baldy apresenta um quadro das ações da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
10/13/2021

Ao proferir a conferência de encerramento da 27ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, em uma alusão ao tema do encontro — Trilhos para um futuro sustentável — o secretário de Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo, Alexandre Baldy, afirmou que a mobilidade no futuro será partilhada, elétrica, interativa, digital, inteligente, sustentável e segura. E utilizará metrôs, trens, sistemas de BRT (Bus Rapid Transit) e de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), ônibus e micro-ônibus.

Ele acrescentou que, sem deixar de lado os carros individuais, a mobilidade lançará mão de carros compartilhados, bicicletas, táxis, transporte por aplicativo e veículos sem condutor. Estará presente em planos que envolvam as reais necessidades dos cidadãos e será disponível por meio de aplicativos, em redes e sob demanda. Além de tudo, conviverá em harmonia, nos espaços urbanos, com os outros modos de transporte.

AÇÕES DA SECRETARIA

Na conferência, o secretário mostrou um grande conjunto de ações de sua pasta, incluindo o desenvolvimento do Plano Integrado de Transportes Urbanos — PITU 2040 e a introdução do bilhete com QRCODE. Mencionou o novo sistema de monitoração eletrônica por imagem para as Linhas 1 — Azul, 2 — Verde e 3 — Vermelha do Metrô de São Paulo. Falou da modernização na CPTM, com investimentos em sistemas de energia e sinalização (ATO e CBTC) nas linhas 10 — Turquesa, 11 — Coral e 12 — Safira e, ainda, fez referência à implantação do CBTC e de portas de plataforma em 36 estações na Linha 1 — Azul, 2 — Verde e 3 — Vermelha do Metrô de São Paulo.

Estação da Luz. Foto: GESP

Destacando o que chamou de ‘inovação na forma de pensar’, o secretário sublinhou a criação de novos serviços em linhas da CPTM, com mais viagens e menos paradas. E destacou a inauguração da estação sustentável de Vila Olímpia, na Linha 9 — Esmeralda da CPTM, em junho de 2021.

Falou do projeto de placas de captação de energia solar em 20 pontos de parada de ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Informou a existência de projeto de geração de energia renovável, visando assegurar o suprimento de energia do Metrô de São Paulo por um período de 30 anos a preços competitivos, minimizando riscos de flutuação.

OFERTA DE TRANSPORTE COM EXPANSÃO DA REDE

O secretário também tratou do aumento da oferta de transporte, com expansão da rede. Procurando ficar nos limites da atual gestão, disse que em janeiro de 2019 havia 366 km de trilhos na Região Metropolitana de São Paulo e que até junho de 2021 foram entregues cinco novos quilômetros, de modo que agora há 371 km de trilhos com novas estações.

Disse que há ainda 46,1 km de linhas em obras, as quais, uma vez concluídas, elevarão para 417,1 km a extensão da rede de trilhos  na Região Metropolitana de São Paulo. Além disso, contabilizou os mais 100 km do Trem Intercidades, que fará a ligação entre São Paulo e Campinas.

O QUE JÁ FOI ENTREGUE

Alexandre Baldy mostrou uma relação de ativos entregues recentemente à operação de transportes, citando sete estações do Metrô e CPTM, 15 novos trens para a CPTM e seis novos trens para a Linha 7 — Rubi e um para a Linha 11 — Coral, com o que se concluíram as entregas referentes a um contrato de aquisição de 30 trens.

Apontou ainda a disponibilização de 1.316 novos ônibus: 917 unidades para a Região Metropolitana de São Paulo, 164 para a Região Metropolitana de Campinas, 140 para Região Metropolitana da Baixada Santista e 70 para o Vale do Paraíba e Litoral Norte, além de 25 ônibus articulados para o Corredor ABD (entre o sul da cidade de São Paulo e a região do ABC).

OBRAS EM ANDAMENTO

O secretário também relacionou as obras em andamento: na Linha 2 — Verde, um trecho entre Vila Prudente e Penha, com 8 km de extensão operacional e oito estações; na Linha 9 — Esmeralda, trecho entre Grajaú e Varginha, com 4,5 km e duas estações; Linha 15 — as extensões Jacu-Pêssego e Ipiranga, significando mais 2,8 km entre Jardim Colonial e Jacu Pêssego e mais 1,8 km entre Vila Prudente e Ipiranga com mais três novas estações; Linha 17 — Ouro, ligando Morumbi, Congonhas e Jardim Aeroporto, com extensão total de 6,7 km, com oito estações e 14 trens.

A lista prossegue com a Linha 6 — Laranja, cujas obras foram retomadas há um ano, tocadas pelo Consórcio Linha Universidade, liderado pela Acciona, e que tem extensão prevista de 15,3 km, em túnel, com 15 estações e 22 trens. Há também a extensão da Linha 5 — Lilás, do Capão Redondo ao Jardim Ângela, com mais 4,3 km.

Composição do sistema de VLT da Baixada Santista parado em plataforma. Foto: Edson Lopes Jr/Portal do Governo do Estado de São Paulo

Quanto à Região Metropolitana da Baixada Santista, destacou a ampliação do sistema de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre Conselheiro Nébias e o Valongo, em Santos, com 8 km, 14 estações unidirecionais e quatro subestações retificadoras de energia.

Estão em projeto a Linha 19 — Celeste, no trecho entre Anhangabaú, em São Paulo, e Bosque Maia, em Guarulhos, com extensão prevista de 17,6 km, 15 estações e 31 trens, e a Linha 20 — Rosa, entre Santa Marina a Santo André, com 30 km de extensão, 25 estações e 33 trens.

O secretário mostrou a iniciativa privada como parceira no projeto de construção da Estação João Dias na Linha 9 — Esmeralda, e na ligação, com um sistema de aeromóvel, da Estação da Linha 13 — Jade com os terminais do aeroporto internacional de Guarulhos.

CONCESSÕES

Baldy também falou sobre as principais concessões viabilizadas na atual gestão, referentes a áreas comerciais, publicidade e empreendimentos associados, sempre, segundo ele, com o objetivo de aliviar custos e promover ingresso de recursos não tarifários. Destacou que houve a concessão de 13 terminais de ônibus, a concessão integrada do Metrô-SP e CPTM dos espaços comerciais da estação do Brás e a concessão em lote único de 14 estações da Linha 2 — Verde.

Estão em estruturação as concessões de áreas comerciais, publicidade, empreendimentos associados da estação Barra Funda e das estações da Linha 1 —Azul e da Linha 3 — Vermelha.

Estão em andamento processos de concessão de ‘naming rights’ (direitos de nomeação), com a premissa de não trocar o nome original e nem comprometer o objetivo principal de identificação do serviço como ponto referencial urbano. Há seis estações com processos em andamento: Carrão, Penha, Saúde, já definidas, e Consolação, Brigadeiro e Anhangabaú.

Até agora, foram concedidas as seguintes linhas do sistema de transporte sobre trilhos da Região Metropolitana de São Paulo: Linha 4 — Amarela, Linha 5 — Lilás, Linha 17 — Ouro, e Linha 6 — Laranja. Já houve homologação da concessão da Linha 8 — Diamante e Linha 9 — Esmeralda.

Está em estruturação a concessão do Projeto Trem Intercidades (TIC) — Eixo Norte. Trata-se de concessão patrocinada de conjunto de serviços públicos de transporte de passageiros sobre trilhos no eixo entre as regiões metropolitanas de São Paulo e de Campinas, contendo a operação, a manutenção e obras, com perspectiva de melhora do desempenho e da qualidade dos serviços da Linha 7 — Rubi da CPTM e da construção e operação do Trem Intercidades.

Veja a gravação desta sessão

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