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07/27/2017

A culpa é da SuperVia

A culpa é da SuperVia
07/27/2017

Trens da Supervia na Central do Brasil. Foto: André Gomes de Melo/Governo do Estado do Rio de Janeiro

 

 

O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui  (Texto publicado originalmente no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 2017)

José Carlos Prober, presidente da Supervia

Leopoldina está abandonada? O teleférico do Alemão não funciona? O elevador da estação de Bonsucesso está parado? A passarela de São Cristóvão está às escuras? Camelôs vendem produtos roubados nos trens? O pantógrafo desarmou, o trem parou e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos? A linha está cheia de lixo? Tem homem no vagão feminino? Estão construindo barracos na beira dos trilhos? O trem está superatrasado? Circulando com a porta aberta? Assaltos e tiroteios assustam passageiros? Pessoas acessam as linhas por passagens clandestinas? Dependentes de drogas perambulam pelos trilhos?
José Carlos Prober

Tudo isso e mais alguma coisa, saibam todos, não é culpa da SuperVia, como geralmente sugere a mídia, que, sem tempo ou espaço, nem sempre contextualiza os problemas diários do serviço. Mas é tudo isso, infelizmente, que ajuda a manter no imaginário carioca um conceito (ou preconceito) que exige do trem do Rio um esforço muito além dos trilhos para firmar-se como alternativa saudável no mapa do transporte público do estado. O trem é mais rápido, transporta mais gente e não polui, lembremos. E resolve o transporte de massa nas maiores cidades do mundo.

Claro, todos sabemos que há ainda muito por fazer no transporte ferroviário do Rio. Mas, nos últimos anos, o trem igualou-se ao metrô para fazer dos trilhos, por exemplo, o único modal do Rio a oferecer ar-refrigerado praticamente pleno aos passageiros. Ainda assim, ao contrário dos outros modais, trem rodar lotado nos horários de pico costuma ser manchete nos noticiários de serviço da manhã. O trem responde por meros 7% das viagens diárias do Grande Rio, mas qualquer atraso é mais noticiado do que o tempo que os passageiros de outros transportes perdem nos congestionamentos do trânsito.

A operação dos trens do Rio é uma concessão. Para resolver todos os problemas que o imaginário da metrópole supõe serem dela, a concessionária teria que ter estrutura comparável a de um governo estadual. No passado, por exemplo, o serviço chegou a contar com um batalhão exclusivo da PM, hoje minguado com a crise da segurança pública no estado.

Em nenhuma das respostas às perguntas do primeiro parágrafo o sujeito é a SuperVia. Hoje, de cada dez ocorrências no sistema, podemos dizer que oito são interferências externas, contra as quais a concessionária nada pode fazer. Ainda assim, o sistema chegou a transportar 700 mil passageiros/dia no ano passado (a crise econômica comeu 100 mil deles) e sua frota quase toda renovada faz em média mil viagens por dia, 95% delas em composições com ar-refrigerado.

A despeito do que a SuperVia já investiu no sistema — R$ 1,6 bilhão nos últimos cinco anos — o serviço continua carecendo de investimentos maciços do poder público (a exemplo do que ocorre com o metrô), os quais, por sua vez, dependem de uma visão estratégica sobre transporte público em toda a área metropolitana do Rio.

Enquanto isso não ocorre, operar o trem do Rio só com resiliência. Uma superdose diária de resiliência.

Veja a matéria em sua publicação original

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