{"id":11278,"date":"2019-05-09T14:32:17","date_gmt":"2019-05-09T17:32:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=11278"},"modified":"2019-05-09T14:32:17","modified_gmt":"2019-05-09T17:32:17","slug":"t09-medidas-migratorias-de-fatalidades-de-fauna-em-malhas-ferroviarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t09-medidas-migratorias-de-fatalidades-de-fauna-em-malhas-ferroviarias\/","title":{"rendered":"T09 &#8211; Medidas mitigat\u00f3rias de fatalidades de fauna em malhas ferrovi\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><strong>Descri\u00e7\u00e3o:<\/strong> As malhas ferrovi\u00e1rias em discuss\u00e3o atravessam quatro biomas brasileiros e, com o intuito de mitigar os impactos ambientais causados por atropelamentos e outras fatalidades, foram instalados ao longo dos trechos diferentes medidas de mitiga\u00e7\u00e3o que permitem o tr\u00e2nsito seguro das esp\u00e9cies entre os ambientes disjuntos pela via f\u00e9rrea. Hoje possu\u00edmos quatro medidas mitigadoras aplicadas ao longo das malhas; 150 passagens inferiores de fauna instaladas ao longo da Malha Norte (entre MS e MT) e Malha Paulista, cercas-guias instaladas como direcionadores em 27 passagens de fauna, apitos ultrass\u00f4nicos instalados em 10 locomotivas circulando entre Rondon\u00f3polis-MT e o Porto de Santos, seis canaletas entre dormentes instaladas como passagem de quel\u00f4nios no trecho entre Porto Alegre e Rio Pardo (RS). Passagens inferiores de fauna Ao longo de 752 km de ferrovia entre MS e MT 70 estruturas de passagem de fauna foram definidas para monitoramento, durante tr\u00eas anos, entre 2014 e 2017, foram realizadas 12 campanhas de monitoramento com armadilhas fotogr\u00e1ficas afim de verificar se as estruturas eram utilizadas pela fauna local para travessias. Foram registrados 5.325 indiv\u00edduos utilizando as passagens, pertencentes a 103 esp\u00e9cies. Numa compara\u00e7\u00e3o de domin\u00e2ncia e diversidade de esp\u00e9cies, as estruturas monitoradas apresentaram resultados semelhantes. Cercas-guia Dentre as estruturas de passagem monitoradas, oito possuem cercas-guia instaladas, cercas de 150 m para cada lado do passa-fauna e uma combina\u00e7\u00e3o de diferentes tamanhos de malha afim de dificultar que diferentes animais cruzem a cerca. As cercas foram instaladas para direcionar a fauna local para a passagem de fauna. Em rela\u00e7\u00e3o ao uso, as passagens de fauna com cerca n\u00e3o apresentaram mais registros de travessias que as estruturas sem cerca. Apitos ultrass\u00f4nicos Foram afixados um par de apitos ultrass\u00f4nicos, um apito para sons agudos e outro para sons graves, em 10 locomotivas. Os apitos s\u00e3o acionados pelo vento quando a locomotiva atinge velocidades a partir de 50 km\/h, e o som produzido tem um alcance de 400 m. Estes apitos s\u00e3o utilizados em ve\u00edculos automotivos, na Europa e na Am\u00e9rica do Norte, para afastar veados das estradas no momento em que o ve\u00edculo est\u00e1 passando, evitando atropelamentos e graves acidentes. Ap\u00f3s um teste em cativeiro, para avaliar se os animais reagiriam ao som dos apitos, colocamos os apitos nas locomotivas com o objetivo de testar a efic\u00e1cia do aparelho em afugentar a fauna da linha enquanto a composi\u00e7\u00e3o se aproxima. Ainda n\u00e3o temos resultados da aplica\u00e7\u00e3o, por dificuldades operacionais nas primeiras tentativas de monitoramento e furtos da primeira leva de equipamentos. Canaletas para quel\u00f4nios Antes da instala\u00e7\u00e3o das canaletas foram analisados os blackspots de fatalidades de fauna quanto aos registros de quel\u00f4nios na Malha Sul, e ent\u00e3o foram definidos dois blackspots para os testes. Em cada blackspot foram instalados tr\u00eas canaletas, com um intervalo de 100 metros entre elas, abrangendo 200 metros de cada blackspot. As estruturas foram monitoradas por 10 dias consecutivos com armadilhas fotogr\u00e1ficas afim de se registrar o uso das passagens pelo grupo alvo e outros animais de m\u00e9dio porte. Foram registrados oito indiv\u00edduos de seis diferentes esp\u00e9cies ou atravessando ou no entorno das estruturas, sendo apenas um indiv\u00edduo quel\u00f4nio da esp\u00e9cie Trachemys dorbigni (tigre-d\u2019\u00e1gua). Considerando os resultados obtidos at\u00e9 agora, ser\u00e3o realizadas mais campanhas de monitoramentos para os apitos e canaletas, afim de se obter resultados mais representativos das medidas aplicadas. Para as passagens inferiores de fauna e as cercas-guia ser\u00e3o comparados os dados de travessia com os dados de atropelamentos nos pontos com estruturas e em pontos semelhantes sem estruturas, para que possamos avaliar sua efici\u00eancia em mitigar\/reduzir a mortalidade de fauna na ferrovia. Com os resultados desses testes a serem realizados, esperamos obter subs\u00eddio para futuras tomadas de decis\u00e3o quanto a aplica\u00e7\u00e3o de medidas mitigat\u00f3rias em outros trechos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AUTORES:<\/strong><\/p>\n<p><span class=\"fontstyle0\">Pryscilla Moura Lombardi \u2013 Rumo S.A<\/span><\/p>\n<p>Francys E. da Veiga da Costa<\/p>\n<p>Igor Kintopp Ribeiro<\/p>\n<p>Lucar Lacerda Toth Quintilham<\/p>\n<p>Stefani Gabrieli Moreira<\/p>\n<p>Renata Twardowsky R. Bonikowski<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/T09.pdf\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/t09.pdf\"><strong>Artigo<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri\u00e7\u00e3o: As malhas ferrovi\u00e1rias em discuss\u00e3o atravessam quatro biomas brasileiros&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t09-medidas-migratorias-de-fatalidades-de-fauna-em-malhas-ferroviarias\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[91],"tags":[118],"class_list":{"0":"post-11278","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-trab-tec-24a","7":"tag-oficina-de-sistemas-eletricos-e-eletronicos"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11278","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11278"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11278\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11278"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11278"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11278"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}