{"id":14985,"date":"2019-11-01T10:30:40","date_gmt":"2019-11-01T13:30:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=11796"},"modified":"2019-11-01T10:30:40","modified_gmt":"2019-11-01T13:30:40","slug":"t35-perspectiva-para-o-transporte-ferroviario-de-cargas-analise-da-renovacao-antecipada-das-concessoes-marina-donato-ufsj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t35-perspectiva-para-o-transporte-ferroviario-de-cargas-analise-da-renovacao-antecipada-das-concessoes-marina-donato-ufsj\/","title":{"rendered":"T35 \u2013 Perspectiva para o transporte ferrovi\u00e1rio de cargas: an\u00e1lise da renova\u00e7\u00e3o antecipada das concess\u00f5es \u2013 Marina Donato \u2013 UFSJ"},"content":{"rendered":"<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p>Ap\u00f3s cerca de 20 anos do t\u00e9rmino do processo de privatiza\u00e7\u00e3o das ferrovias brasileiras, o Pa\u00eds retoma a discuss\u00e3o sobre o plano de gest\u00e3o desse ativo, motivado principalmente pelo movimento das atuais concession\u00e1rias pela antecipa\u00e7\u00e3o da renova\u00e7\u00e3o das concess\u00f5es. Esse processo, adotado no fim da d\u00e9cada de 1990, transferiu a opera\u00e7\u00e3o do transporte e a manuten\u00e7\u00e3o das linhas ferrovi\u00e1rias \u00e0 iniciativa privada, sendo que, na \u00e9poca, a malha nacional se encontrava em condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o bem ruins.<\/p>\n<p>Comparando as condi\u00e7\u00f5es operacionais e estruturais das vias f\u00e9rreas que as concession\u00e1rias tiveram que administrar no in\u00edcio das concess\u00f5es com o estado atual, s\u00e3o observados avan\u00e7os significativos, refletidas, por exemplo, no aumento de 27% do volume de cargas transportado nos \u00faltimos onze anos, e pelo volume de recursos aplicados por essas empresas, que, em 2017, foi da ordem de 612,7 milh\u00f5es de reais (ANTT, 2019). Esses n\u00fameros, isolados, apresentam um cen\u00e1rio positivo, por\u00e9m, quando o diagn\u00f3stico avan\u00e7a para dados mais detalhados, a perspectiva se modifica, principalmente no que se refere ao tipo de servi\u00e7o prestado pelas ferrovias e pela taxa de utiliza\u00e7\u00e3o das linhas.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos produtos transportados, do montante de 569,9 milh\u00f5es de toneladas transportadas em 2018, aproximadamente 81% \u00e9 relativo ao transporte de min\u00e9rio de ferro e demais recursos minerais, 9% diz respeito a commodities agr\u00edcolas, como gr\u00e3os e farelo, e os 10% restantes se refere a combust\u00edveis e derivados, produtos sider\u00fargicos e cimenteiros. A carga geral, ligada diretamente ao consumidor final, \u00e9 praticamente inexistente, sendo a que a n\u00e3o conteinerizada correspondente a menos de 0,01% do volume, e o transporte de cont\u00eaineres, que n\u00e3o necessariamente s\u00e3o destinados \u00e0 carga geral, correspondente a 0,8% (ANTT, 2019). E, ainda, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 opera\u00e7\u00e3o das linhas, dos cerca de 30 mil km inventariados pela ANTT, aproximadamente 24 % est\u00e3o em plena opera\u00e7\u00e3o, 47 % apresentam baixa densidade de tr\u00e1fego e 29% est\u00e3o subutilizados e n\u00e3o possuem <span class=\"fontstyle0\">opera\u00e7\u00e3o comercial. (PNL, 2018).<\/span><\/p>\n<p>Analisando, portanto, esses aspectos principais, constata-se que, apesar da movimenta\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria nacional ter crescido, ela atende apenas a um nicho de mercado restrito, \u00e0s grandes mineradoras, que utilizam as ferrovias como linha transportadora para exporta\u00e7\u00e3o, e, em segundo lugar, ao transporte de commodities agr\u00edcolas que, por mais que representem uma parcela empresarial nacional significativa, tamb\u00e9m guardam as mesmas caracter\u00edsticas daquelas do setor mineral, ou seja, utiliza as ferrovias para exporta\u00e7\u00e3o. Todos os demais itens, mesmo aqueles de setores industriais, que impactariam a sociedade de modo mais amplo ao serem transportados pelas ferrovias, s\u00e3o t\u00e3o inexpressivos na contabilidade do transporte que praticamente nem aparecem.<\/p>\n<p>Face a tal contexto e tendo em vista que as atuais concession\u00e1rias ferrovi\u00e1rias t\u00eam se adiantando com o pedido de renova\u00e7\u00e3o de suas concess\u00f5es, \u00e9 imperante discutir os modelos de concess\u00e3o e de regula\u00e7\u00e3o do transporte ferrovi\u00e1rio nacional, para se avaliar as implica\u00e7\u00f5es da extens\u00e3o do atual cen\u00e1rio por mais 40 anos. De maneira geral, dentre as principais propostas apresentadas para a efetiva\u00e7\u00e3o da renova\u00e7\u00e3o antecipada, est\u00e3o o investimento cruzado; o reinvestimento de parte do capital pago pelas empresas na pr\u00f3pria malha objeto da renova\u00e7\u00e3o; e a devolu\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o de trechos abandonados mediante pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o pelo estado da linha.<\/p>\n<p>Declaramos que o presente trabalho \u00e9 in\u00e9dito, n\u00e3o tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na imprensa em geral.<\/p>\n<p><em>MARINA DONATO<\/em><br \/>\n<em>Graduada em Engenharia Civil com \u00eanfase em Estruturas Met\u00e1licas pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o DelRei. Mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia &#8211; IME (2018). Atualmente cursa o Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o Doutorado em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; COPPE. Especialista em Engenharia Ferrovi\u00e1ria na \u00e1rea de Infraestrutura e Superestrutura. Professora substituta na Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei no curso de Engenharia Civil.<\/em><\/p>\n<p><em>Marina Donato<\/em><br \/>\n<em>Graduada em Engenharia Civil com \u00eanfase em Estruturas Met\u00e1licas pela Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o DelRei. Mestre em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia &#8211; IME (2018). Atualmente cursa o Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o Doutorado em Engenharia de Transportes pela Universidade Federal do Rio de Janeiro &#8211; COPPE. Especialista em Engenharia Ferrovi\u00e1ria na \u00e1rea de Infraestrutura e Superestrutura. Professora substituta na Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei no curso de Engenharia Civil.<\/em><\/p>\n<p><em>F\u00e1bio Santos Cerbino<\/em><br \/>\n<em>Graduado em Engenharia Civil pela UFF (2010) e Mestre em Engenharia Civil pela UFRJ (2015). Possui experi\u00eancia nas \u00e1reas de projetos estruturais, engenharia de transportes, com\u00e9rcio exterior, log\u00edstica e administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Atualmente \u00e9 aluno do curso de Doutorado em Engenharia de Transportes da COPPE\/UFRJ, do curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Com\u00e9rcio Exterior da UFRJ e do curso de Gradua\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica da UFF e trabalha como Analista de Planejamento, Gest\u00e3o e Infraestrutura do INPI &#8211; Instituto Nacional da Propriedade Industrial.<\/em><\/p>\n<p><em>Isaias Pereira Seraco<\/em><br \/>\n<em>Doutorando do programa de Engenharia de Transportes da COPPE &#8211; UFRJ. Mestre em Engenharia de Transportes pela COPPE &#8211; UFRJ. Graduado em Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o pela Faculdade do Esp\u00edrito Santo &#8211; Multivix. Possui experi\u00eancia no setor ferrovi\u00e1rio adquirida por meio de est\u00e1gio em empresa do setor de cargas.<\/em><br \/>\n<em>Tamb\u00e9m atuou como consultor de planejamento e controle de produ\u00e7ao e como pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral (CETEM &#8211; MCTI).<\/em><\/p>\n<p><em>Hostilio Xavier Ratton Neto<\/em><br \/>\n<em>Possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1976), mestrado em Engenharia de Transportes pelo Instituto Militar de Engenharia (1985), mestrado em Transportes (D E A Transports) pela Ecole Nationale des Ponts et Chauss\u00e9es (1989) e doutorado em Transportes (Doctorat Transports), tamb\u00e9m pela Ecole Nationale des Ponts et Chauss\u00e9es (1992). Atualmente \u00e9 professor associado da Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T35_ID91_artigo_ferroviasconcessoes.pdf\">Artigo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T35_ID91_apresentacao_ferroviasconcessoes.pdf\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/T35_ID91_sintese_ferroviasconcessoes.pdf\">S\u00edntese<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri\u00e7\u00e3o: Ap\u00f3s cerca de 20 anos do t\u00e9rmino do processo&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t35-perspectiva-para-o-transporte-ferroviario-de-cargas-analise-da-renovacao-antecipada-das-concessoes-marina-donato-ufsj\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[92],"tags":[],"class_list":{"0":"post-14985","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-trab-tec-25a"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14985","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14985"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14985\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14985"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14985"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14985"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}