{"id":14987,"date":"2019-11-01T10:59:49","date_gmt":"2019-11-01T13:59:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=11734"},"modified":"2019-11-01T10:59:49","modified_gmt":"2019-11-01T13:59:49","slug":"t1-metodologia-para-controlar-os-tempos-de-percurso-na-operacao-de-vlts-um-novo-enfoque-vitor-cruz-vlt-carioca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t1-metodologia-para-controlar-os-tempos-de-percurso-na-operacao-de-vlts-um-novo-enfoque-vitor-cruz-vlt-carioca\/","title":{"rendered":"T1 \u2013 Metodologia para controlar os tempos de percurso na opera\u00e7\u00e3o de vlts: um novo enfoque \u2013 Vitor Cruz \u2013 VLT Carioca"},"content":{"rendered":"<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p>A efici\u00eancia operacional de uma empresa de transportes \u00e9 fator de influ\u00eancia nas decis\u00f5es estrat\u00e9gicas da organiza\u00e7\u00e3o, e este artigo tem por objetivo apresentar uma nova metodologia para controlar os tempos de percurso de uma determinada linha e sentido na opera\u00e7\u00e3o de VLTs, base para orientar equipes de campo na tarefa de agirem para reduzirem e controlarem esses per\u00edodos. Com isso, identificam-se os principais trechos passiveis de melhorias, considerando agora, como um fator de decis\u00e3o, a sua variabilidade, para se obter resultados com modelos independentes da distribui\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p>Evidencia-se a import\u00e2ncia de se controlar dos tempos de viagem com o aux\u00edlio da f\u00f3rmula de Colson para c\u00e1lculos de capacidade ferrovi\u00e1ria, n = K x [(24 &#8211; tb) x 60] \/ (ti + tv + te). Sendo K uma constante e [(24 \u2013 tb) x 60] o per\u00edodo operacional, observa-se que o n\u00famero n de pares de trens \u00e9 inversamente proporcional ao tempo de ciclo, e qualquer redu\u00e7\u00e3o em (ti + tv + te) aumentar\u00e1 n e, consequentemente, a efici\u00eancia operacional. Sabe-se que tb, ti, tv e te s\u00e3o os tempos de bloqueio (blackout), ida, volta e de espera, respectivamente.<\/p>\n<p>Como fatores externos e internos podem causar grande variabilidade nos tempos de viagem e reduzir a efici\u00eancia operacional, quanto mais constantes os tempos de viagem, ou seja, quanto menor a variabilidade intr\u00ednseca, melhor.<\/p>\n<p>Desenvolve-se o trabalho em tr\u00eas fases, amostragem, estrutura\u00e7\u00e3o do problema e c\u00e1lculos, e resultados e conclus\u00f5es, compreendendo as sete etapas detalhadas a seguir:<\/p>\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o dos dias t\u00edpicos: Restringiu-se aos processos de opera\u00e7\u00e3o dentro das condi\u00e7\u00f5es esperadas de normalidade, sem considerar os dias que h\u00e1 excessiva influ\u00eancia de fatores externos ou internos que poderiam influenciar os valores esperados para os dados.<\/p>\n<p>Levantamento dos tempos de viagem: Os tempos de viagem total e segmentados entre esta\u00e7\u00f5es, obtidos por meio dos softwares de controle interno dispon\u00edveis na companhia.<\/p>\n<p>Tratamento dos dados: Consistiu na avalia\u00e7\u00e3o geral dos dados coletados para excluir aqueles considerados discrepantes dos demais, com o aux\u00edlio do teste de Grubbs.<\/p>\n<p>C\u00e1lculo das medidas de representatividade e de variabilidade por dia da semana: Obteve-se a m\u00e9dia aritm\u00e9tica (representatividade) e o desvio padr\u00e3o amostral (variabilidade) para cada dia da semana.<\/p>\n<p>Estabelecimento da hip\u00f3tese de igualdade das m\u00e9dias: Testou-se hip\u00f3tese de n\u00e3o haver diferen\u00e7a significante entre as m\u00e9dias dos tempos de viagem entre os dias da semana. Fez-se uma an\u00e1lise de vari\u00e2ncia, que tem como um de seus pressupostos a igualdade das vari\u00e2ncias dos tempos de percurso para todos os dias da semana.<\/p>\n<p>Desse modo, realizou-se o teste de Levene com um n\u00edvel de confian\u00e7a de 95% e, ap\u00f3s, o de Kruskal-Wallis, adequados para dados provenientes de distribui\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas, mas n\u00e3o necessariamente a de Gauss (distribui\u00e7\u00e3o normal).<\/p>\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o dos segmentos priorit\u00e1rios: Em fun\u00e7\u00e3o do percurso total da linha apresentar particularidades consider\u00e1veis trecho a trecho, foram elaborados gr\u00e1ficos, divididos em segmentos por par de esta\u00e7\u00f5es, admitindose, uma varia\u00e7\u00e3o de 10% para serem considerados, em fun\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio de toler\u00e2ncia adotado pela companhia em sua meta para o tempo de viagem.<\/p>\n<p>Gr\u00e1ficos de controle para os segmentos priorit\u00e1rios: Indica\u00e7\u00e3o da ferramenta para o aprofundamento das investiga\u00e7\u00f5es dos desvios e controle da vari\u00e1vel, sendo que, a cada a\u00e7\u00e3o realizada no processo, indica-se que esses gr\u00e1ficos sejam atualizados para verifica\u00e7\u00e3o da efetividade dessa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Verificou-se que, apesar da comprovada diferen\u00e7a entre as m\u00e9dias dos tempos de percursos di\u00e1rios, os segmentos priorit\u00e1rios foram os mesmos 6 do total de 15 avaliados. Al\u00e9m disso, as m\u00e9dias dos tempos de percurso total, viagem completa de terminal a terminal, embora apresentem ader\u00eancia \u00e0s suas metas, revelam indicadores de oportunidades para melhoria nos segmentos priorit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nesse contexto, indica-se os segmentos priorit\u00e1rios que devem ser investigados para identificar as causas ra\u00edzes dos desvios e elaborar um plano de a\u00e7\u00f5es. Em conclus\u00e3o, este estudo avaliou as variabilidades desses tempos com modelos independentes da distribui\u00e7\u00e3o dos dados para utiliz\u00e1-las como um fator mais confi\u00e1vel de decis\u00e3o, que levam \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de oportunidades para melhoria cont\u00ednua, no que tange \u00e0 efici\u00eancia operacional de um VLT.<\/p>\n<p>Declaramos que o presente trabalho \u00e9 in\u00e9dito, n\u00e3o tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na imprensa em geral.<\/p>\n<p><em>Vitor Nunes Cruz<\/em><br \/>\n<em> Engenheiro de Produ\u00e7\u00e3o, graduado pela Universidade Federal de Ouro Preto. Mestrando em Engenharia de <\/em><em>Transportes, pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Atua na Concession\u00e1ria do VLT Carioca como <\/em><em>Coordenador de Engenharia Operacional.<\/em><\/p>\n<p><em>Paulo Afonso Lopes da Silva<\/em><br \/>\n<em> Estat\u00edstico (ENCE) e Engenheiro (IME), Ph.D. (Florida Institute of Technology\/USA). Fellow, CQE, CRE e CQA da <\/em><em>American Society for Quality. Professor do Instituto Militar de Engenharia (IME). Autor do livro \u201cProbabilidades e <\/em><em>Estat\u00edstica\u201d, traduzido para o espanhol, e \u201cIncerteza de Medi\u00e7\u00f5es para Ensaios F\u00edsico-Qu\u00edmicos\u201d. Membro da <\/em><em>Academia Brasileira da Qualidade.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T1_ID59_artigo_metodocontroletempodeviagemvlt.pdf\">Artigo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T1_ID59_apresentacao_metodocontroletempodeviagemvlt.pdf\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/T1_ID59_sintese_metodocontroletempodeviagemvlt.pdf\">S\u00edntese<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri\u00e7\u00e3o: A efici\u00eancia operacional de uma empresa de transportes \u00e9&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t1-metodologia-para-controlar-os-tempos-de-percurso-na-operacao-de-vlts-um-novo-enfoque-vitor-cruz-vlt-carioca\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[92],"tags":[],"class_list":{"0":"post-14987","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-trab-tec-25a"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14987\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}