{"id":14991,"date":"2019-11-01T10:54:45","date_gmt":"2019-11-01T13:54:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=11744"},"modified":"2019-11-01T10:54:45","modified_gmt":"2019-11-01T13:54:45","slug":"t6-curvas-otimas-de-velocidade-para-linha-2-metro-rio-de-janeiro-yasmin-grassi-metro-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t6-curvas-otimas-de-velocidade-para-linha-2-metro-rio-de-janeiro-yasmin-grassi-metro-rio\/","title":{"rendered":"T6 \u2013 Curvas \u00f3timas de velocidade para a linha 2 do metr\u00f4 do rio de janeiro \u2013 Yasmin Grassi \u2013 Metr\u00f4 Rio"},"content":{"rendered":"<p><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong>:<\/p>\n<p>Nos sistemas sobre trilhos, as medidas voltadas para as cargas auxiliares (ilumina\u00e7\u00e3o, aparelhos de transporte, sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o, ventila\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria) envolvem a substitui\u00e7\u00e3o de um equipamento por outro mais eficiente energeticamente, diferindo pouco de um processo conduzido em instala\u00e7\u00f5es comerciais ou industriais. Em contrapartida, quando tais medidas s\u00e3o destinadas \u00e0s cargas de tra\u00e7\u00e3o, os estudos demandam um desenvolvimento mais complexo e espec\u00edfico, j\u00e1 que reduzir o consumo associado \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o dos trens garantindo a manuten\u00e7\u00e3o da oferta exige ideias inovadoras e completamente dependentes das caracter\u00edsticas do sistema e na teoria do movimento.<\/p>\n<p><span class=\"fontstyle0\">Nesse contexto, e considerando que a energia exigida para a movimenta\u00e7\u00e3o dos trens equivale a aproximadamente 70% do consumo total do Metr\u00f4Rio, este trabalho consiste na apresenta\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o voltada para a redu\u00e7\u00e3o desse tipo de energia com o menor impacto poss\u00edvel na opera\u00e7\u00e3o. A ideia poder\u00e1 ser aplicada para outros sistemas de trem e metr\u00f4, tendo em vista que a metodologia seria mantida, sendo necess\u00e1ria apenas a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s novas caracter\u00edsticas de via e material rodante.<\/span><\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es:<br \/>\n(i) Na Linha 2, a condu\u00e7\u00e3o do trem \u00e9 realizada no modo manual livre ou manual controlado, resultando em um consumo de energia totalmente dependente da atua\u00e7\u00e3o do condutor;<\/p>\n<p>(ii) Tais modos de condu\u00e7\u00e3o podem consumir at\u00e9 18% (dezoito por cento) mais energia que o piloto autom\u00e1tico, vide estudo realizado em agosto\/2015 pelo Metr\u00f4Rio.<\/p>\n<p>Para o desenvolvimento deste trabalho foram utilizados os softwares Open Track e Open Power Net (programas de simula\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o e energia, respectivamente, adquiridos e em utiliza\u00e7\u00e3o pelo Metr\u00f4Rio). Enquanto o primeiro programa simula a opera\u00e7\u00e3o do sistema e fornece como resultado a performance dos trens no que tange \u00e0 ader\u00eancia \u00e0 grade hor\u00e1ria, a segunda ferramenta funciona como um subm\u00f3dulo que permite a an\u00e1lise do consumo de energia resultante em cada subesta\u00e7\u00e3o alimentadora do sistema de tra\u00e7\u00e3o dos trens, dentre outras grandezas el\u00e9tricas, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es operativas.<\/p>\n<p>Os diferentes cen\u00e1rios de velocidade e acelera\u00e7\u00e3o analisados por meio das simula\u00e7\u00f5es foram constru\u00eddos com respaldo nos fundamentos da f\u00edsica b\u00e1sica do movimento, os quais permitiram concluir que:<\/p>\n<p>(i) Quanto maior a acelera\u00e7\u00e3o aplicada, maior ser\u00e1 o esfor\u00e7o trator do trem e, portanto, maior ser\u00e1 a quantidade de energia exigida para a imposi\u00e7\u00e3o do movimento;<\/p>\n<p>(ii) Para um mesmo valor constante de acelera\u00e7\u00e3o, quanto maior a velocidade a ser atingida, mais tempo esse<br \/>\ncorpo passar\u00e1 acelerando e maior ser\u00e1 o seu consumo de energia;<\/p>\n<p>(iii) Em um movimento de descida \u00e9 poss\u00edvel aproveitar, tanto a energia potencial quanto a in\u00e9rcia do trem, que se traduz em uma menor exig\u00eancia de energia el\u00e9trica para manter o trem em movimento, gerando assim, um menor consumo de energia.<\/p>\n<p>A fim de possibilitar as an\u00e1lises de economia, para cada grade hor\u00e1ria atualmente executada nos dias \u00fateis, nos s\u00e1bados e nos domingos ou feriados, foram realizadas simula\u00e7\u00f5es considerando o cen\u00e1rio base e, posteriormente, os cen\u00e1rios que foram constru\u00eddos visando a redu\u00e7\u00e3o de consumo de energia nos trechos em estudo.<\/p>\n<p>Reitera-se que as altera\u00e7\u00f5es nas velocidades e acelera\u00e7\u00f5es de cada trecho de interesta\u00e7\u00e3o ocorreram de forma a alcan\u00e7ar a maior economia no consumo de energia e causar o menor impacto poss\u00edvel nos intervalos e no tempo de percurso praticados. Para tanto, foram realizadas 29 (vinte e nove) simula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><span class=\"fontstyle0\">Finalizados os c\u00e1lculos de economia no consumo e demanda (pot\u00eancia) de energia el\u00e9trica, para os cen\u00e1rios que apresentaram percentuais de redu\u00e7\u00e3o, foram ainda calculados os ganhos financeiros por ano, tendo em vista as tarifas vigentes em dezembro\/2018.<\/span><\/p>\n<p>Reunindo os cen\u00e1rios que concomitantemente apresentaram as maiores economias e os menores impactos no tempo de percurso e nos intervalos praticados, pode-se chegar a uma economia de at\u00e9 20,8% no consumo e R$ 2,64 milh\u00f5es no or\u00e7amento de energia por ano.<\/p>\n<p>Declaro que o presente trabalho \u00e9 in\u00e9dito, n\u00e3o tendo sido publicado em livro, revistas especializadas ou na<br \/>\nimprensa em geral.<\/p>\n<p><em>Yasmin Lacerda Grassi Moura<\/em><br \/>\n<em>Engenheira eletricista, formada pela UFRJ, com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Metroferrovi\u00e1ria pela CENPEFER\/Unigranrio e em Gest\u00e3o de Projetos de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica pela AHK\/UFRJ, tem experi\u00eancia de seis anos como Engenheira e atualmente \u00e9 Especialista de Gest\u00e3o de Energia no Metr\u00f4Rio.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T6_ID69_artigo_curvasotimasdevelocidade.pdf\">Artigo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/T6_ID69_apresentacao_curvasotimasdevelocidade.pdf\">Apresenta\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.semanadetecnologia.com.br\/25semana\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/T6_ID69_sintese_curvasotimasdevelocidade.pdf\">S\u00edntese<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri\u00e7\u00e3o: Nos sistemas sobre trilhos, as medidas voltadas para as&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/t6-curvas-otimas-de-velocidade-para-linha-2-metro-rio-de-janeiro-yasmin-grassi-metro-rio\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[92],"tags":[],"class_list":{"0":"post-14991","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-trab-tec-25a"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14991"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14991\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}