{"id":15365,"date":"2023-12-19T16:05:43","date_gmt":"2023-12-19T19:05:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=15365"},"modified":"2023-12-19T16:05:43","modified_gmt":"2023-12-19T19:05:43","slug":"metro-e-investimento-de-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/metro-e-investimento-de-longo-prazo\/","title":{"rendered":"Metr\u00f4 \u00e9 investimento de longo prazo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-17907\" src=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/PLATAFORMA-METROFOR-300x200.jpg\" sizes=\"(max-width: 968px) 100vw, 968px\" srcset=\"https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/PLATAFORMA-METROFOR-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/PLATAFORMA-METROFOR-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/PLATAFORMA-METROFOR-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/11\/PLATAFORMA-METROFOR.jpg 1280w\" alt=\"\" width=\"968\" height=\"645\" \/><\/p>\n<p><em><strong>Por Joubert Flores e Roberta Marchesi, respectivamente, presidente do Conselho e diretora-executiva da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos)<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter escutado que o custo para construir uma linha de metr\u00f4 \u00e9 muito alto e o prazo de implanta\u00e7\u00e3o longo, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim. Uma das cr\u00edticas feitas a projetos para novas linhas de metr\u00f4 \u00e9 que elas custam muito mais caro e demoram muito mais tempo a serem abertas para opera\u00e7\u00e3o do que projetos de BRT (Bus Rapid Transit), que se instalam normalmente \u00e0 superf\u00edcie, em faixas de avenidas existentes ou mesmo em faixas exclusivas constru\u00eddas para esse fim. Entretanto, essa compara\u00e7\u00e3o peca ao n\u00e3o apreciar as vantagens comparativas de cada modo, particularmente a capacidade de transporte e qualidade de servi\u00e7o. Contudo, \u00e9 verdade que a implanta\u00e7\u00e3o de projetos de metr\u00f4, e tamb\u00e9m os de BRT, em faixa exclusiva, poderiam demorar menos se houvesse melhor planejamento, projetos mais estudados e estreita supervis\u00e3o dos contratos.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_17068\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-17068\" src=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/03\/230325-ROBERTA-MARCHESI-91x300.jpg\" sizes=\"(max-width: 127px) 100vw, 127px\" srcset=\"https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/03\/230325-ROBERTA-MARCHESI-91x300.jpg 91w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/03\/230325-ROBERTA-MARCHESI.jpg 184w\" alt=\"\" width=\"127\" height=\"419\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Roberta Marchesi<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><em>A alta capacidade de transporte proporcionada pelos sistemas sobre trilhos permite perceber nitidamente os benef\u00edcios dessa modalidade. Uma \u00fanica linha implantada de metr\u00f4, por exemplo, \u00e9 capaz de transportar cerca de 60 mil passageiros\/hora\/sentido, em uma \u00fanica linha. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o autom\u00f3vel e o \u00f4nibus t\u00eam capacidade de apenas 1,8 mil e 6,7 mil passageiros\/hora\/sentido, respectivamente, por faixa de circula\u00e7\u00e3o. BRTs conseguem transportar at\u00e9 15 mil passageiros\/hora por sentido por faixa, necessitando at\u00e9 4 faixas de avenidas importantes para poder transportar fluxos com 30 mil passageiros\/hora\/sentido. Ambos os modos de transporte s\u00e3o eficientes, dependendo da demanda de passageiros do corredor onde s\u00e3o instalados.<\/em><\/p>\n<p><em>Enquanto uma linha de metr\u00f4 transporta cerca de 60 mil passageiros\/hora\/sentido sem problemas, usando m\u00e9todos de sinaliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e oferecendo servi\u00e7os com intervalos t\u00e3o baixos, como 75 segundos, o BRT j\u00e1 tem mais dificuldade em operar nos per\u00edodos de alta demanda, como se pode ver pelos pioneiros exemplos do Transmil\u00e9nio (Bogot\u00e1) e Metropolitano (Lima). Os \u00f4nibus do BRT s\u00e3o muito frequentes, mas t\u00eam de reduzir consideravelmente a velocidade, oferecendo um n\u00edvel de qualidade de servi\u00e7o que se deteriora muito durante os hor\u00e1rios de maior demanda. E \u00e9 a partir desse ponto que as m\u00e9dias e grandes cidades e regi\u00f5es metropolitanas precisam buscar outras solu\u00e7\u00f5es, com maior capacidade, para satisfazer a demanda por transporte p\u00fablico da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Essas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o, principalmente, voltadas para o transporte sobre trilhos \u2013 linhas de metr\u00f4, trem e VLTs (Ve\u00edculos Leves sobre Trilhos). Por isso, tanto S\u00e3o Paulo, Bogot\u00e1 (Col\u00f4mbia), Lima (Peru) e outras regi\u00f5es metropolitanas que t\u00eam excelentes BRTs, buscam construir ou j\u00e1 constru\u00edram novas linhas de metr\u00f4. Portanto, n\u00e3o deve haver uma disputa entre os sistemas, mas uma complementariedade entre eles, dependendo da demanda de passageiros, que deve definir a solu\u00e7\u00e3o adequada a ser implantada.<\/em><\/p>\n<div id=\"attachment_17514\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-17514\" src=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/08\/230831-JOUBERT-FLORES-300x229.jpg\" sizes=\"(max-width: 366px) 100vw, 366px\" srcset=\"https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/08\/230831-JOUBERT-FLORES-300x229.jpg 300w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/08\/230831-JOUBERT-FLORES-768x586.jpg 768w, https:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2023\/08\/230831-JOUBERT-FLORES.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"366\" height=\"279\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Joubert Flores<\/strong><\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><em>Cidades de porte m\u00e9dio ou corredores com demanda inferior a 12 mil passageiros\/hora\/sentido e com baixa expectativa de aumento de passageiros no longo prazo poder\u00e3o ser candidatos a implantar sistemas de BRT ou VLTs, solu\u00e7\u00e3o muito adotada na Europa e agora tamb\u00e9m no Rio de Janeiro\/RJ e em Santos\/SP. Mas, para capacidades mais altas e com potencial para aumentar mais em curto e m\u00e9dio prazos, uma solu\u00e7\u00e3o metr\u00f4 ou trem, seja em t\u00fanel ou viaduto, \u00e9 mais apropriada.\u00a0 \u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>A constru\u00e7\u00e3o de sistemas metroferrovi\u00e1rios envolve equipamentos modernos, m\u00e3o de obra especializada e complexas interfaces com a infraestrutura urbana das cidades, como zoneamento, redes de \u00e1gua, esgoto, energia e telecomunica\u00e7\u00f5es. Um tipo de obra que requer planejamento, investimentos e gest\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o. Implica tamb\u00e9m, em v\u00e1rios casos, na desapropria\u00e7\u00e3o de terrenos e cont\u00ednuo contato com as comunidades envolvidas para minimizar impactos negativos durante a constru\u00e7\u00e3o. Dada a vida \u00fatil da infraestrutura, que excede, em geral, 50 anos, os custos s\u00e3o, \u00e0 primeira vista, mais altos que os de um BRT, em via exclusiva. Entretanto, h\u00e1 que se considerar que a infraestrutura das esta\u00e7\u00f5es dos sistemas de trilhos \u00e9 robusta e as vias e ativos s\u00e3o de longa durabilidade. Enquanto isso, os sistemas de menor capacidade de transporte exigem maior custo com recapeamento de vias, manuten\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de pontos de paradas e troca de ativos, que tem vida \u00fatil muito menor. Sem contar que esses sistemas s\u00e3o ref\u00e9ns dos sistemas de tr\u00e2nsito, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de longos congestionamentos nas cidades, o que n\u00e3o permite que o passageiro saiba quando vai chegar ao seu destino.<\/em><\/p>\n<p><em>Se superarmos a discuss\u00e3o superficial sobre essa compara\u00e7\u00e3o, que envolve apenas o investimento inicial, e tratarmos do tema de forma adequada, considerando todo o ciclo de vida dos ativos envolvidos, ou ainda o investimento por passageiro transportado, veremos que a viabilidade da ado\u00e7\u00e3o dos trilhos supera a implanta\u00e7\u00e3o de qualquer outro sistema para corredores de alta demanda.<\/em><\/p>\n<p><em>A constru\u00e7\u00e3o de linhas\u00a0de metr\u00f4, trem e VLT trazem um grande retorno para sociedade, que vai muito al\u00e9m do transporte. A sua alta capacidade e longevidade fazem com que a sua implanta\u00e7\u00e3o gere retornos imediatos para os cidad\u00e3os, por meio de um transporte r\u00e1pido, seguro e regular, sem congestionamentos e sem emiss\u00f5es de poluentes, sem contar que \u00e9 movido \u00e0 energia limpa e contribui com a sustentabilidade das cidades.<\/em><\/p>\n<p><em>Dessa forma, os sistemas sobre trilhos contribuem para o aumento da mobilidade nos centros urbanos, para o incremento da qualidade, da seguran\u00e7a e da regularidade do transporte p\u00fablico, reduzindo ainda a polui\u00e7\u00e3o. E quanto maior o \u00edndice de mobilidade, maior o desenvolvimento social e econ\u00f4mico. \u00c9 importante que os gestores p\u00fablicos considerem que o aumento da mobilidade tem de estar atrelado aos limites de sustentabilidade impostos pelo ambiente, pelo uso de energia, de espa\u00e7o e os demais recursos escassos para o Planeta. E, desse ponto de vista, s\u00e3o os meios de transportes sobre trilhos os mais indicados para economizar tais recursos.<\/em><\/p>\n<p><em>Ressaltamos que os benef\u00edcios da mobilidade sobre trilhos s\u00e3o conhecidos, mas, sem planejamento, as cidades ficam ref\u00e9ns de solu\u00e7\u00f5es de curto prazo, que n\u00e3o lidam com as quest\u00f5es fundamentais, e n\u00e3o resolvem o problema da mobilidade nos m\u00e9dios e grandes centros integrados na regi\u00e3o metropolitana. \u00c9 preciso superar velhas pr\u00e1ticas, para avan\u00e7ar com a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de transporte p\u00fablico adequados \u00e0 realidade da demanda das cidades. E isso envolve todos os sistemas, sejam BRTs ou Trilhos!<\/em><\/p>\n<p>Artigo originalmente publicado no\u00a0jornal\u00a0<em><strong>O Temp<\/strong><strong>o<\/strong><\/em>, 20 de novembro de 2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Joubert Flores e Roberta Marchesi, respectivamente, presidente do Conselho&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/metro-e-investimento-de-longo-prazo\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15354,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[68,69],"tags":[],"class_list":{"0":"post-15365","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-news-boletim","8":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}