{"id":6587,"date":"2016-09-30T13:58:44","date_gmt":"2016-09-30T16:58:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=6587"},"modified":"2016-09-30T13:58:44","modified_gmt":"2016-09-30T16:58:44","slug":"telhado-verde-estudo-de-caso-do-metro-de-londres-para-reducao-de-vazao-de-escoamento-de-agua-de-chuva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/telhado-verde-estudo-de-caso-do-metro-de-londres-para-reducao-de-vazao-de-escoamento-de-agua-de-chuva\/","title":{"rendered":"TELHADO VERDE: ESTUDO DE CASO DO METR\u00d4 DE LONDRES PARA REDU\u00c7\u00c3O DE VAZ\u00c3O DE ESCOAMENTO DE \u00c1GUA DE CHUVA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Entre os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pelo aquecimento global est\u00e3o previstos o aumento na frequ\u00eancia e na intensidade de chuvas, trazendo novos desafios para o gerenciamento de \u00e1guas pluviais e fluviais. Em \u00e1reas urbanas, novas e antigas tecnologias t\u00eam sido combinadas para formar os sistemas sustent\u00e1veis de drenagem urbana (SuDs) que reduzam o escoamento superficial e consequentemente a ocorr\u00eancia de cheias. Um exemplo desses sistemas \u00e9 o telhado verde. Sua utiliza\u00e7\u00e3o em \u00e1reas urbanas possui bastantes benef\u00edcios al\u00e9m de atenuar os efeitos dos picos de vaz\u00e3o de chuva. Diversos pesquisadores t\u00eam mostrado que pode ocorrer o aumento da vida \u00fatil do telhado, melhoria no isolamento ac\u00fastico, redu\u00e7\u00e3o da energia consumida pelo pr\u00e9dio, redu\u00e7\u00e3o do efeito de ilhas de calor e aumento da biodiversidade local, melhorando a qualidade da \u00e1gua e do ar. Londres \u00e9 uma metr\u00f3pole mundial com mais de 1500 km2 e popula\u00e7\u00e3o estimada em 12,6 milh\u00f5es de habitantes. Com alta densidade populacional e constru\u00edda numa base antiga de infraestrutura, a cidade sofre com in\u00fameros problemas ambientais. Uma solu\u00e7\u00e3o potencial para a cidade \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o de telhados verdes em pr\u00e9dios que possuem extensa \u00e1rea coberta. O efeito de amortecimento \u00e9 dado pelo armazenamento de \u00e1gua de chuva no substrato, na camada de drenagem e nos componentes da vegeta\u00e7\u00e3o presente. A \u00e1gua retorna \u00e0 atmosfera por evapotranspira\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o evento de precipita\u00e7\u00e3o. Em busca de mitigar o problema de alagamento no centro de manuten\u00e7\u00e3o de trens Ruislip Depot foram instalados telhados verdes e um sistema de monitoramento de vaz\u00e3o e volume de escoamento de \u00e1gua. O projeto foi uma parceria do Departamento de Drenagem Urbana da Regi\u00e3o Metropolitana de Londres (Drain London Scheme from Great London Authority) e do Metr\u00f4 de Londres (London Underground) com a Escola de Engenharia, Computa\u00e7\u00e3o e Arquitetura da Universidade do Leste de Londres (University of East London). A empresa londrina The Green Roof Consultancy Ltd foi contratada para projetar e instalar o telhado verde no Centro de Manuten\u00e7\u00e3o de Trens &#8211; Ruislip Depot. Devido \u00e0 estrutura do pr\u00e9dio, o c\u00e1lculo foi para um peso de satura\u00e7\u00e3o m\u00e1ximo de 100kg\/m2. Foram estabelecidas duas se\u00e7\u00f5es diferentes de telhado verde para testar dois tipos de materiais na camada de drenagem: material padr\u00e3o e material recicl\u00e1vel. Ambas as se\u00e7\u00f5es possu\u00edam \u00e1rea igual de 60,89 m2 cada. A camada vegetal foi de 65 mm em cada, utilizando-se esp\u00e9cies perenes da flora regional. Estes par\u00e2metros foram estabelecidos de acordo com as caracter\u00edsticas da \u00e1rea e da aplicabilidade em outros pr\u00e9dios do Metr\u00f4 de Londres, incluindo custos de implanta\u00e7\u00e3o, instala\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do escoamento. Duas se\u00e7\u00f5es de controle do experimento foram estabelecidas para monitorar o escoamento no telhado sem a cobertura vegetal e sem a camada de drenagem. Portanto, quatro sensores de monitoramento do escoamento foram instalados, um em cada se\u00e7\u00e3o, e a partir destes dispositivos foram obtidos dados de volume escoado. Os dados de precipita\u00e7\u00e3o foram obtidos por um pluvi\u00f4metro instalado no local. De acordo com os resultados obtidos durante dois meses de monitoramento (junho e julho), \u00e9 poss\u00edvel confirmar que os telhados verdes s\u00e3o capazes de reduzir o pico de vaz\u00e3o de escoamento durante eventos de chuva e reduzir o volume total de \u00e1gua escoada ap\u00f3s a precipita\u00e7\u00e3o comparados a um telhado comum. Foram obtidos melhores resultados de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua de chuva ap\u00f3s per\u00edodos secos, com redu\u00e7\u00f5es de 10 a 20 vezes da vaz\u00e3o m\u00e1xima de escoamento por \u00e1rea de cobertura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>AUTOR:\u00a0Mariko De Almeida Carneiro,\u00a0Stuart Connop.<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/22semana\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/09\/T2-Mariko-de-Almeida.pdf\" target=\"_blank\">T2-Mariko-de-Almeida.pdf<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/22semana\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2016\/09\/T2-Mariko-de-Almeida-artigo.pdf\" target=\"_blank\">T2-Mariko-de-Almeida-artigo.pdf<\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri\u00e7\u00e3o:\u00a0Entre os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas causadas pelo aquecimento global&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/telhado-verde-estudo-de-caso-do-metro-de-londres-para-reducao-de-vazao-de-escoamento-de-agua-de-chuva\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[89],"tags":[],"class_list":{"0":"post-6587","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-trab-tec-22a"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6587"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6587\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}