{"id":7306,"date":"2016-11-29T09:00:04","date_gmt":"2016-11-29T11:00:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=7306"},"modified":"2016-11-29T09:00:04","modified_gmt":"2016-11-29T11:00:04","slug":"em-editorial-jornal-o-globo-faz-um-a-reflexao-sobre-a-importancia-da-integracao-dos-meios-de-transporte-publico-em-grandes-metropoles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/em-editorial-jornal-o-globo-faz-um-a-reflexao-sobre-a-importancia-da-integracao-dos-meios-de-transporte-publico-em-grandes-metropoles\/","title":{"rendered":"Em editorial, jornal O Globo faz um a reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da integra\u00e7\u00e3o dos meios de transporte p\u00fablico em grandes metr\u00f3poles"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #999999;\"><em>VLT no centro do Rio de Janeiro. Foto:Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 60px;\"><strong><em>O\u00a0editorial intitulado &#8216;Sistema de transportes s\u00f3 funciona bem com integra\u00e7\u00e3o&#8217;, reproduzido a seguir, foi publicado no dia 20 de novembro de 2016.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Na semana passada o Ve\u00edculo Leve sobre Trilhos (VLT) teve a opera\u00e7\u00e3o alterada devido \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o para a expans\u00e3o do sistema no Centro. Ser\u00e1 mais uma obra de mobilidade urbana no Rio, juntando-se aos BRTs e \u00e0 Linha 4 do metr\u00f4, inaugurados como parte do pacote ol\u00edmpico. A quest\u00e3o que necessariamente se imp\u00f5e \u00e9 o aperfei\u00e7oamento da integra\u00e7\u00e3o das diferentes modalidades de transporte para atender a uma necessidade b\u00e1sica dos moradores da regi\u00e3o metropolitana: ir de casa para o trabalho e voltar sem o preju\u00edzo de horas em engarrafamentos, e com algum conforto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A expans\u00e3o pura e simples dos modais n\u00e3o \u00e9, por si s\u00f3, a sa\u00edda. E o caso do VLT \u00e9 exemplar. O bonde moderno, parte do projeto de revitaliza\u00e7\u00e3o do Centro e da Zona Portu\u00e1ria, \u00e9 adequado \u00e0quela regi\u00e3o. Cumpre bem a fun\u00e7\u00e3o de transporte em trajetos relativamente curtos e sem dimens\u00e3o para demandas de massa. E, certamente, contribuir\u00e1 mais ainda para a mobilidade quando todas as 31 paradas, ao longo de 28 quil\u00f4metros de trilhos \u2014 conforme o projeto original \u2014, estiverem em funcionamento, integradas a metr\u00f4, trem e \u00f4nibus. Sua natureza, no entanto, \u00e9 incompat\u00edvel com a inten\u00e7\u00e3o anunciada de extens\u00e3o para a Zona Sul, onde haveria uma superposi\u00e7\u00e3o inadequada com os \u00f4nibus. Disputariam passageiros e espa\u00e7o nas ruas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A integra\u00e7\u00e3o dos meios de transporte metropolitanos \u00e9 opera\u00e7\u00e3o complexa. Come\u00e7a na coopera\u00e7\u00e3o entre prefeituras, estado e concession\u00e1rias privadas, passa pelo planejamento dos itiner\u00e1rios, c\u00e1lculos de tempo de deslocamento e vai muito al\u00e9m da inaugura\u00e7\u00e3o de esta\u00e7\u00f5es e vias expressas. Trata-se de tarefa permanente, que deveria ser orientada pelo escrut\u00ednio di\u00e1rio dos usu\u00e1rios. E a opera\u00e7\u00e3o frequentemente exige ajustes. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No caso do metr\u00f4 da Barra, j\u00e1 se demonstrou que a integra\u00e7\u00e3o com o BRT n\u00e3o funciona bem caso os \u00f4nibus cheguem superlotados \u00e0s esta\u00e7\u00f5es, conforme mostrou reportagem do GLOBO m\u00eas passado. Passageiros reclamavam da longa espera por um ve\u00edculo onde pudessem embarcar e questionavam se valia a pena deixar o carro em casa para usar o transporte coletivo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Usu\u00e1rios do BRT Transcarioca, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Barra, relataram fila de at\u00e9 40 minutos de espera na esta\u00e7\u00e3o Paulo da Portela, em Madureira. Ou seja, ainda que o tempo de deslocamento possa ser menor, a desconfort\u00e1vel viagem em ve\u00edculos abarrotados tende a afastar o usu\u00e1rio, que poder\u00e1 retomar antigos h\u00e1bitos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Para a maioria, significa continuar a usar o servi\u00e7o de \u00f4nibus, op\u00e7\u00e3o desaconselh\u00e1vel devido \u00e0 menor capacidade de passageiros por ve\u00edculo, \u00e0 polui\u00e7\u00e3o e aos transtornos no tr\u00e2nsito. Segundo a Secretaria municipal de Transportes, em setembro, foram mais de 86 milh\u00f5es de viagens individuais de \u00f4nibus no munic\u00edpio do Rio, numa m\u00e9dia di\u00e1ria de 2,8 milh\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Enquanto isso, o total de usu\u00e1rios de metr\u00f4 por dia em outubro foi de 915,3 mil e o de trens, de 633,7 mil, sendo que, das 102 esta\u00e7\u00f5es de trens da SuperVia, 60 ficam no munic\u00edpio do Rio. Ou seja, o transporte sobre trilhos na regi\u00e3o metropolitana ainda \u00e9 secund\u00e1rio, embora seja consenso entre urbanistas e engenheiros de tr\u00e2nsito de que se trata da melhor op\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u00c9 claro que, em tempo de crise, os investimentos exigidos para a expans\u00e3o do metr\u00f4 representam \u00f4nus com o qual o poder p\u00fablico n\u00e3o teria, por ora, como arcar. Por\u00e9m, os governantes precisam buscar alternativas mais baratas. Uma hip\u00f3tese \u00e9 o aumento da capacidade de tr\u00e1fego, com elimina\u00e7\u00e3o da atual grade de hor\u00e1rio, nas linhas de trem<\/span>.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Um bom padr\u00e3o de mobilidade urbana, da qual a eficiente integra\u00e7\u00e3o dos v\u00e1rios modais \u00e9 pressuposto, \u00e9 prioridade. As defici\u00eancias impulsionaram os protestos que sacudiram o pa\u00eds em 2013, e representam tormento cotidiano para milh\u00f5es. A quest\u00e3o n\u00e3o pode ser evitada sob o argumento de que h\u00e1 temas mais graves na agenda p\u00fablica. At\u00e9 porque, nada pode ser mais grave que o tormento di\u00e1rio de um servi\u00e7o p\u00fablico deficiente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">OS PONTOS-CHAVE <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">1 ) Expans\u00e3o do VLT e de outros meios de transporte por si s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para a mobilidade; 2)VLT \u00e9 adequado \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o do Centro mas, se levado \u00e0 Zona Sul, haveria superposi\u00e7\u00e3o com \u00f4nibus; 3)\u00a0Longa espera para embarcar no BRT prejudica integra\u00e7\u00e3o com a Linha 4 do metr\u00f4, na Barra; \u00a04)\u00a0Transporte sobre trilhos ainda \u00e9 secund\u00e1rio na cidade, embora recomendado por especialistas; \u00a05 \u00a0Aumento da capacidade com o fim da grade de hor\u00e1rio (metroliza\u00e7\u00e3o) nos trens \u00e9 uma alternativa.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VLT no centro do Rio de Janeiro. Foto:Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/em-editorial-jornal-o-globo-faz-um-a-reflexao-sobre-a-importancia-da-integracao-dos-meios-de-transporte-publico-em-grandes-metropoles\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7304,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[69],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7306","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7306","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7306\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}