{"id":7308,"date":"2016-11-29T09:00:50","date_gmt":"2016-11-29T11:00:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=7308"},"modified":"2016-11-29T09:00:50","modified_gmt":"2016-11-29T11:00:50","slug":"7308-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/7308-2\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia EFE e ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o destacam que Linha 4 do metr\u00f4 do Rio de Janeiro conquistou o \u201cOscar\u201d dos t\u00faneis"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #999999;\"><em>VLT no centro do Rio de Janeiro. Foto:Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15537\" class=\"yiv2039069578MsoNormal\" style=\"padding-left: 60px;\"><strong><em>Veja a seguir o texto intitulado\u00a0&#8216;<span id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15549\">Linha 4 do metr\u00f4 do Rio de Janeiro ganha Oscar dos t\u00faneis&#8217;<\/span><span id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15549\">, divulgado pela Ag\u00eancia EFE e publicado em 17 de novembro de 2016 pela revista Exame, digital. Outros ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m destacaram o assunto.<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15551\" class=\"yiv2039069578MsoNormal\"><b id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15550\"><span id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15549\"><\/span><\/b><span id=\"yui_3_16_0_1_1480072998665_15536\"><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica realizada pelos engenheiros da obra da linha 4 do metr\u00f4 carioca venceu nesta semana o ITA Tunnelling Awards 2016, maior pr\u00eamio da \u00e1rea t\u00faneis do mundo e que foi anunciado em Cingapura.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Os vencedores s\u00e3o engenheiros da Odebrecht, l\u00edder do Cons\u00f3rcio respons\u00e1vel pela obra, que foi a \u00fanica realizada no Brasil que disputou o pr\u00eamio em 2016.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Foram apresentados dezenas de projetos e, na final, ficaram propostas de cinco pa\u00edses.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O Pr\u00eamio \u00e9 o reconhecimento mundial do trabalho dos engenheiros J\u00falio Pierri, Alexandre Mahfuz, Carlos Henrique Turolla, al\u00e9m dos consultores Marc Comulada e Ulrich Maidl, que fizeram v\u00e1rias pesquisas no laborat\u00f3rio da obra para adaptar o tatuz\u00e3o h\u00edbrido para escava\u00e7\u00e3o em rocha e areia em uma \u00e1rea densamente povoada como \u00e9 a Zona Sul do Rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O ITA Awards premiou a inova\u00e7\u00e3o tecnologia da obra com o in\u00e9dito sistema de escava\u00e7\u00e3o utilizado. Para construir 5,2 quil\u00f4metros de t\u00fanel da Linha 4 do Metr\u00f4 no subsolo de Ipanema e Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a engenharia brasileira precisou desenvolver novos m\u00e9todos que permitissem a execu\u00e7\u00e3o das obras com menor impacto poss\u00edvel na superf\u00edcie e sem desapropriar im\u00f3veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Uma das inova\u00e7\u00f5es foi a utiliza\u00e7\u00e3o do Tatuz\u00e3o h\u00edbrido, um sistema in\u00e9dito que permite a escava\u00e7\u00e3o em solo arenoso e em \u00e1reas densamente povoadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com a utiliza\u00e7\u00e3o do Tatuz\u00e3o h\u00edbrido (Tunnel Boring Machine EPB \u2013 Earth Pressure Balanced) foi poss\u00edvel cruzar uma geologia complexa com efici\u00eancia e seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O terreno dos t\u00faneis inclu\u00eda uma longa extens\u00e3o de areia de praia cercada por dois trechos de rocha altamente abrasiva. A m\u00e1quina foi fabricada sob medida para o solo carioca pela alem\u00e3 Herrenknecht.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Ela contou com um diferencial in\u00e9dito que foi o sistema adicional espec\u00edfico para prepara\u00e7\u00e3o do solo, como conta Julio Pierri, engenheiro da Construtora Norberto Odebrecht, respons\u00e1vel pela \u00e1rea de engenharia do projeto da<\/span> <span style=\"color: #000000;\">Linha 4 do Metr\u00f4 do Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cUsamos pela primeira vez no mundo um EPB em solo arenoso em uma regi\u00e3o com muitos pr\u00e9dios e com grande circula\u00e7\u00e3o de pessoas e ve\u00edculos. Antes, o equipamento s\u00f3 havia sido utilizado outras duas vezes nesse tipo de solo, mas em trechos curtos e em \u00e1reas pouco ou nada povoadas. Para realizar nosso trabalho, criamos um sistema interno para injetar diversos tipos de material para preparar o solo durante a escava\u00e7\u00e3o. Um deles foi uma espuma com pol\u00edmero especial, feita sob medida para o subsolo da Zona Sul do Rio. Isso ampliou a capacidade da m\u00e1quina em operar na areia, dando maior seguran\u00e7a\u201d, explicou.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No desenvolvimento dessa nova t\u00e9cnica de escava\u00e7\u00e3o, Julio Pierri trabalhou ao lado dos engenheiros Alexandre Mahfuz e Carlos Henrique Turolla, tamb\u00e9m da Construtora Norberto Odebrecht, com apoio da consultora MTC.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">\u201cO desafio era imenso. T\u00ednhamos que construir o t\u00fanel debaixo do leito das ruas, sem passar por baixo de nenhum pr\u00e9dio e com o menor risco poss\u00edvel. Alguns edif\u00edcios estavam a apenas 12 metros do t\u00fanel. N\u00e3o t\u00ednhamos como usar o Tatuz\u00e3o Slurry porque era muito arriscado pela possibilidade de provocar abalos severos no solo e pela maior complexidade da opera\u00e7\u00e3o. O EPB tamb\u00e9m n\u00e3o tinha um sistema de condicionamento de solo adequado \u00e0s necessidades do projeto. Por isso, a sa\u00edda foi desenvolver um modelo de equipamento espec\u00edfico para aquela regi\u00e3o, que chamamos de TBM EPB H\u00edbrido\u201d, complementa Mahfuz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O EPB h\u00edbrido possibilitou trabalhar com controle da press\u00e3o na frente da m\u00e1quina e minimizar a possibilidade de abalo na superf\u00edcie ou nas edifica\u00e7\u00f5es do entorno, al\u00e9m de proporcionar uma consider\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o no volume de materiais usados na prepara\u00e7\u00e3o do solo e no consumo de energia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A aplica\u00e7\u00e3o desta tecnologia permitiu ainda reduzir o apoio \u00e0 opera\u00e7\u00e3o do equipamento, o que era extremamente necess\u00e1rio nesta regi\u00e3o completamente urbanizada da cidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Considerada o maior legado em mobilidade que a cidade do Rio de Janeiro ganhou com os Jogos Ol\u00edmpicos, a Linha 4 do Metr\u00f4 foi a maior obra de infraestrutura urbana realizada nos \u00faltimos anos na Am\u00e9rica Latina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Constru\u00edda em seis anos, dentro da m\u00e9dia mundial para sua alta complexidade t\u00e9cnica, a nova linha metrovi\u00e1ria cumpriu as normas internacionais mais rigorosas para a constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de metr\u00f4s no mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O projeto utilizou tecnologias de ponta nacional e internacional para atravessar bairros densamente povoados, com menor impacto \u00e0 superf\u00edcie e aos moradores do entorno.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O projeto representa a execu\u00e7\u00e3o, de uma s\u00f3 vez, de toda a malha de metr\u00f4 subterr\u00e2neo constru\u00edda na cidade nos \u00faltimos 30 anos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Com a nova linha, cariocas e visitantes passam a ter uma alternativa de transporte r\u00e1pido, moderno, eficiente e sustent\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A Linha 4 deve transportar 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil ve\u00edculos por hora\/pico em cada sentido do eixo Barra-Zona Sul.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VLT no centro do Rio de Janeiro. 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