{"id":8977,"date":"2017-07-27T09:00:15","date_gmt":"2017-07-27T12:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/?p=8977"},"modified":"2017-07-27T09:00:15","modified_gmt":"2017-07-27T12:00:15","slug":"culpa-e-da-supervia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/culpa-e-da-supervia\/","title":{"rendered":"A culpa \u00e9 da SuperVia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #999999;\"><em>Trens da Supervia na Central do Brasil. Foto: Andr\u00e9 Gomes de Melo\/Governo do Estado do Rio de Janeiro<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 150px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>O trem \u00e9 mais r\u00e1pido, transporta mais gente e n\u00e3o polui \u00a0(Texto publicado originalmente no jornal O Globo, do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 2017)<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"large-16 columns\">\n<div class=\"corpo novo large-16 columns ctx_content\">\n<div class=\"meta\">\n<p id=\"autor\" style=\"padding-left: 150px;\"><span style=\"color: #000000;\"><em><strong>Jos\u00e9 Carlos Prober, presidente da Supervia<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"pub-retangulo-1\" class=\"arroba publicidade clearfix\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/95377733\/info.web.oglobo\/opniao\/materia_5__container__\"><span style=\"color: #000000;\">Leopoldina est\u00e1 abandonada? O telef\u00e9rico do Alem\u00e3o n\u00e3o funciona? O elevador da esta\u00e7\u00e3o de Bonsucesso est\u00e1 parado? A passarela de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o est\u00e1 \u00e0s escuras? Camel\u00f4s vendem produtos roubados nos trens? O pant\u00f3grafo desarmou, o trem parou e os passageiros tiveram que andar pelos trilhos? A linha est\u00e1 cheia de lixo? Tem homem no vag\u00e3o feminino? Est\u00e3o construindo barracos na beira dos trilhos? O trem est\u00e1 superatrasado? Circulando com a porta aberta? Assaltos e tiroteios assustam passageiros? Pessoas acessam as linhas por passagens clandestinas? Dependentes de drogas perambulam pelos trilhos?<\/span><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_7904\" aria-describedby=\"caption-attachment-7904\" style=\"width: 116px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7904\" src=\"http:\/\/www.aeamesp.org.br\/boletim\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2017\/07\/BONECO-JOSE-CARLOS-PROBER-PRESIDENTE-SUPERVIA-1.png\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"156\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7904\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #000000;\">Jos\u00e9 Carlos Prober<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Tudo isso e mais alguma coisa, saibam todos, n\u00e3o \u00e9 culpa da SuperVia, como geralmente sugere a m\u00eddia, que, sem tempo ou espa\u00e7o, nem sempre contextualiza os problemas di\u00e1rios do servi\u00e7o. Mas \u00e9 tudo isso, infelizmente, que ajuda a manter no imagin\u00e1rio carioca um conceito (ou preconceito) que exige do trem do Rio um esfor\u00e7o muito al\u00e9m dos trilhos para firmar-se como alternativa saud\u00e1vel no mapa do transporte p\u00fablico do estado. O trem \u00e9 mais r\u00e1pido, transporta mais gente e n\u00e3o polui, lembremos. E resolve o transporte de massa nas maiores cidades do mundo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Claro, todos sabemos que h\u00e1 ainda muito por fazer no transporte ferrovi\u00e1rio do Rio. Mas, nos \u00faltimos anos, o trem igualou-se ao metr\u00f4 para fazer dos trilhos, por exemplo, o \u00fanico modal do Rio a oferecer ar-refrigerado praticamente pleno aos passageiros. Ainda assim, ao contr\u00e1rio dos outros modais, trem rodar lotado nos hor\u00e1rios de pico costuma ser manchete nos notici\u00e1rios de servi\u00e7o da manh\u00e3. O trem responde por meros 7% das viagens di\u00e1rias do Grande Rio, mas qualquer atraso \u00e9 mais noticiado do que o tempo que os passageiros de outros transportes perdem nos congestionamentos do tr\u00e2nsito.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A opera\u00e7\u00e3o dos trens do Rio \u00e9 uma concess\u00e3o. Para resolver todos os problemas que o imagin\u00e1rio da metr\u00f3pole sup\u00f5e serem dela, a concession\u00e1ria teria que ter estrutura compar\u00e1vel a de um governo estadual. No passado, por exemplo, o servi\u00e7o chegou a contar com um batalh\u00e3o exclusivo da PM, hoje minguado com a crise da seguran\u00e7a p\u00fablica no estado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Em nenhuma das respostas \u00e0s perguntas do primeiro par\u00e1grafo o sujeito \u00e9 a SuperVia. Hoje, de cada dez ocorr\u00eancias no sistema, podemos dizer que oito s\u00e3o interfer\u00eancias externas, contra as quais a concession\u00e1ria nada pode fazer. Ainda assim, o sistema chegou a transportar 700 mil passageiros\/dia no ano passado (a crise econ\u00f4mica comeu 100 mil deles) e sua frota quase toda renovada faz em m\u00e9dia mil viagens por dia, 95% delas em composi\u00e7\u00f5es com ar-refrigerado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A despeito do que a SuperVia j\u00e1 investiu no sistema \u2014 R$ 1,6 bilh\u00e3o nos \u00faltimos cinco anos \u2014 o servi\u00e7o continua carecendo de investimentos maci\u00e7os do poder p\u00fablico (a exemplo do que ocorre com o metr\u00f4), os quais, por sua vez, dependem de uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica sobre transporte p\u00fablico em toda a \u00e1rea metropolitana do Rio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Enquanto isso n\u00e3o ocorre, operar o trem do Rio s\u00f3 com resili\u00eancia. Uma superdose di\u00e1ria de resili\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/opiniao\/a-culpa-da-supervia-21514572\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #333399;\"><em><strong>Veja a mat\u00e9ria em sua publica\u00e7\u00e3o original<\/strong><\/em><\/span><\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trens da Supervia na Central do Brasil. Foto: Andr\u00e9 Gomes&hellip;<\/p>\n<p> <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/culpa-e-da-supervia\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8978,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pagelayer_contact_templates":[],"_pagelayer_content":"","_kadence_starter_templates_imported_post":false,"footnotes":""},"categories":[69],"tags":[],"class_list":{"0":"post-8977","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8977","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8977"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8977\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/aeamesp.org.br\/site2025\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}